quinta-feira, 23 de abril de 2009
Resumo dos dias 21/23 de abril.
Dia 21 foi o feriado de Tiradentes, não houve aula. Hoje também não houve, pois o professor está participando de congressos.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Resumo das aulas dos dias 14 e 16 de abril.
Dia 14/04 foram trabalhados os princípios da cooperação, as leis do discurso, baseadas nas máximas conversacionais, além da teoria da conservação das faces, com um exercício posterior, auxiliado por vídeos. Na mesma semana (dia 16/04), foi exibido um filme que discutia a ética no jornalismo e certos aspectos de tal película foram postos em debate na turma.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Resumo das aulas dos dias 07 e 09 de abril.
Dia 07/04 foi a primeira avaliação escrita do semestre, durando as 3 horas de aula. Contudo, dia 09/04 não houve aula devido ao feriado da semana santa.
sábado, 4 de abril de 2009
Resumo das aulas do dia 31 de março e 02 de abril.
No último dia de março, o tema da aula foi Oralidade e Letramento. Foram analisadas as quatro perspectivas sobre fala e escrita: Dicotômica, Culturalista, Variacionista e Sociointeracionista foram demonstrados seus quadros de comparação e as críticas contra tais visões. Já na primeira aula de abril, a obra de Honoré de Balzac, Ilusões Perdidas, foi debatida em grupo após uma avaliação individual por meio de perguntas numa conversa com o professor.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Ilusões perdidas no tempo.
Por fugir do contexto brasileiro, a obra Ilusões Perdidas, do célebre escritor francês Honoré de Balzac (publicada em 1843) tem seu tema abordado de uma maneira melhor em Recordações do Escrivão Isaías Caminha, de Lima Barreto, conhecido autor pré-modernista. Ambas, trazendo certo caráter autobiográfico contam a estória de um jovem interiorano que chega a uma capital, seja Paris ou Rio de Janeiro, buscando um futuro promissor, mas se depara com a miséria e a forte competitividade das grandes cidades, encontrando no jornalismo uma chance de sobrevivência, graças aos seus conhecimentos literários.
A obra de Balzac insere-se num contexto específico francês, a restauração da dinastia Bourbon, no qual a imprensa era incipiente e muito dominada pelos interesses individuais, de modo que, na visão do autor, o jornalismo acaba reduzido, sob uma ótica generalizante, a um jogo de intrigas entre indivíduos e ideologias partidárias influenciado pela corrupção. Desse modo, é um livro datado, perdendo relevância para o contexto atual. Enquanto na obra de Barreto, o jornalismo possui várias faces reveladas: a política, a social e a crítica literária, excessivamente abordada no livro francês.
Além disso, o texto é carregado de um pensamento determinista, o personagem central tem seu sucesso constantemente questionado por sua origem desfavorecida e, no final, é derrotado pela sociedade aristocrata de Paris, comprovando a tese Determinista de que um homem sem “linhagem” nobre está fadado à perda. Contudo, o Determinismo recebeu críticas suficientes dos intelectuais posteriores, de modo que tal visão também não deve ser considerada com grande profundidade para uma análise contemporânea.
Ilusões Perdidas é uma obra de grande importância e profundidade para a observação do jornalismo francês no período de 1819 a 1829, entretanto, por generalizar e abordar apenas a modalidade jornalística mais latente da época,a crítica literária, perde a relevância nos dias atuais. Ao passo que a obra de Lima Barreto, por demonstrar as várias facetas da imprensa e não possuir uma visão tão carregada de Determinismo, é mais próxima da realidade contemporânea e, por isso, mais pertinente. As habilidades e o estilo de Balzac não devem ser diminuídos, mas suas idéias são de fácil questionamento através dos conhecimentos atuais.
A obra de Balzac insere-se num contexto específico francês, a restauração da dinastia Bourbon, no qual a imprensa era incipiente e muito dominada pelos interesses individuais, de modo que, na visão do autor, o jornalismo acaba reduzido, sob uma ótica generalizante, a um jogo de intrigas entre indivíduos e ideologias partidárias influenciado pela corrupção. Desse modo, é um livro datado, perdendo relevância para o contexto atual. Enquanto na obra de Barreto, o jornalismo possui várias faces reveladas: a política, a social e a crítica literária, excessivamente abordada no livro francês.
Além disso, o texto é carregado de um pensamento determinista, o personagem central tem seu sucesso constantemente questionado por sua origem desfavorecida e, no final, é derrotado pela sociedade aristocrata de Paris, comprovando a tese Determinista de que um homem sem “linhagem” nobre está fadado à perda. Contudo, o Determinismo recebeu críticas suficientes dos intelectuais posteriores, de modo que tal visão também não deve ser considerada com grande profundidade para uma análise contemporânea.
Ilusões Perdidas é uma obra de grande importância e profundidade para a observação do jornalismo francês no período de 1819 a 1829, entretanto, por generalizar e abordar apenas a modalidade jornalística mais latente da época,a crítica literária, perde a relevância nos dias atuais. Ao passo que a obra de Lima Barreto, por demonstrar as várias facetas da imprensa e não possuir uma visão tão carregada de Determinismo, é mais próxima da realidade contemporânea e, por isso, mais pertinente. As habilidades e o estilo de Balzac não devem ser diminuídos, mas suas idéias são de fácil questionamento através dos conhecimentos atuais.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Resumo das aulas dos dias 24 e 26 de março.
Terça-feira (24/03) foi resolvido um exercício no qual houve a classificação dos tipos de interação por sua ordem de explicitude dialógica, em seguida, foram trabalhados textos jornalísticos para analisá-los quanto ao uso de recursos dialógicos, com um vídeo de finalização. Hoje, a aula foi direcionada para a resenha ou resumo opinativo, trabalhou-se o que é uma resenha e como fazê-la.
terça-feira, 24 de março de 2009
Resumo de "Oralidade e Letramento", capítulo 1 de "Da fala para escrita".MARCUSCHI, L.A.
A partir dos anos 80, surgiu uma mudança de visão quanto ao estudo da oralidade e escrita, elementos presentes e essenciais no cotidiano social. Nasceu assim uma distinção entre letramento (processo de aprendizagem social e histórica da leitura/escrita, envolvendo suas mais diversas práticas), alfabetização (fato histórico à margem da instituição escolar) e escolarização (prática formal de ensino que visa à formação integral do indivíduo, englobando a alfabetização). Também surgiram várias análises no âmbito das duas modalidades de uso da língua, fala (forma de produção textual-discursiva sem uso de tecnologias que não o aparelho fonador humano) e escrita (modo de produção textual-discursivo com especificidades materiais caracterizado por constituição gráfica), são elas as perspectivas dicotômica, culturalista, variacionista e sociointeracionista, cada qual observando as modalidades lingüísticas diante de diferentes aspectos. A idéia apresentada pelo autor é a de que fala e escrita são equivalentes e complementares, fazendo parte do mesmo sistema da língua, portanto, são diferentes em relação ao uso, como provam as variadas perspectivas, mas iguais no sistema, como defende o autor.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Resumo das aulas dos dias 17 e 19 de março.
Na terça-feira (17/03), foi trabalhada a interação verbal ,tendo como base a teoria de Van Dijk, a partir daí foram analisados o que as interações possuem, os requisitos para sua ocorrência, tipos e formas de interação e os critérios para considerar um evento interacional. Dois dias depois, foi discutido o dialogismo com apoio na tese de M. Bakhtin assim, foi demonstrado que todo enunciado é e pede uma resposta a outro enunciado, assim como a linguagem é constitutivamente dialógica, um monólogo seria meramente estrutural.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Resumo das aulas dos dias 10/03 e 12/03
No dia 10/03, foram resolvidas questões complementares sobre contexto (um modelador semântico), enunciado (sequência verbal com unidade de sentido) e enunciação (processo de interação com enunciados verbais apoiado em conhecimentos anteriores). Além disso, foi dada uma breve explicação sobre Retórica (a arte de persuadir com a palavra), sendo tal tema aprofundado na aula do dia 12/03, através da resolução de questões baseadas no texto "O poder da Retórica", de Phillipe Breton e Serge Proulx e posto em prática graças a uma discussão sobre existência ou não de dominação cultural no mundo capitalista.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Resumo de "O poder da retórica", de Philippe Breton e Serge Proulx.
Nascida na Sicília, Grécia, no século V a.C e consolidada em Roma, uma “sociedade de comunicação”, a retórica mostrou-se como fruto de uma “reflexão sobre a linguagem para defender os bens”, como disse Barthes. Na Grécia, Corax inventou a idéia de organização nos discursos, atribuindo-lhes elementos como exórdio, peroração, narração e confirmação.Os primeiros passos da retórica são dados sob influência sofista que mais tarde será criticada por Sócrates, Platão e Aristóteles, chegando à conclusão de que a retórica deve ter um equilíbrio entre o cinismo relativista dos sofistas e a indiferença social dos filósofos platônicos. Já em Roma, a retórica teve sua guinada devido ao grande prestígio da comunicação social nesse império, era utilizada tanto para regular as atividades internas, quanto para desenvolver influência em suas colônias. Devido ao seu sucesso, a retórica passa a ser ensinada em Roma, através de manuais, sendo De oratore, de Cícero, um bom exemplo. Vale ressaltar que a predominância da oratória não prejudicou a produção escrita, pelo contrário, esta passou a adaptar-se àquela, de modo que os textos adotaram um tom mais apropriado para leitura em público, tanto que o livro, mais tarde, torna-se um suporte da comunicação.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Resumo das aulas dos dias 26/02, 03/03 e 05/03
Nessas aulas, foram trabalhados os conceitos básicos a serem utilizados durante o semestre, são eles: linguagem, língua, sentido, sujeito, contexto, enunciado e enunciação. Na aula do dia 26/02, língua e linguagem foram os conceitos discutidos através da exposição de slides e resolução de atividades propostas. Dia 03/03, sujeito foi o assunto discutido através de uma leitura prévia do primeiro capítulo de "Desvendando os segredos do texto", de Ingedore Koch. Por fim, sentido, contexto, enunciado e enunciação foram destrinchados na aula do dia 05/03, finalizando a exemplificação de conceitos básicos, com a leitura prévia do texto "Enunciado e contexto" de D.Maingueneau para discussão e resolução de atividades em sala.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Resumo do primeiro capítulo do livro "Desvendando os Segredos do Texto", de Ingedore Koch.
De acordo com a concepção adotada, são possíveis três diferentes interpretações sobre o que são sujeito, língua e texto. A primeira é a em que o sujeito é senhor absoluto do sentido (sujeito cartesiano), o texto é um produto lógico do pensamento do autor, representado pela língua, e o receptor exerce uma função totalmente passiva, nesse caso a comunicação verbal é uma “transmissão exata dos pensamentos do falante para o ouvinte”, como disse Locke. Na segunda interpretação, o “Assujeitamento”, defendida por Possenti, o sujeito é insconsciente do que diz, a língua é um código, mero instrumento de comunicação utilizado por um sujeito (pré)determinado pelo meio, que é decodificado pelo ouvinte/leitor numa ação também passiva. Já na concepção interacional da língua, os sujeitos são atores/construtores sociais, o texto é o próprio local de interação, a compreensão é uma atividade de influência mútua e o sentido é construído na interação dos sujeitos, podendo existir informações implícitas. Diante disso, Dascal propõe cinco modelos de compreensão usados na busca pelo sentido, seriam eles: criptológico, hermenêutico, pragmático, superpragmático e as estruturas profundas causais, sendo o ouvinte/leitor apto a escolher seu modelo interpretativo.
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