segunda-feira, 2 de março de 2009

Resumo do primeiro capítulo do livro "Desvendando os Segredos do Texto", de Ingedore Koch.

De acordo com a concepção adotada, são possíveis três diferentes interpretações sobre o que são sujeito, língua e texto. A primeira é a em que o sujeito é senhor absoluto do sentido (sujeito cartesiano), o texto é um produto lógico do pensamento do autor, representado pela língua, e o receptor exerce uma função totalmente passiva, nesse caso a comunicação verbal é uma “transmissão exata dos pensamentos do falante para o ouvinte”, como disse Locke. Na segunda interpretação, o “Assujeitamento”, defendida por Possenti, o sujeito é insconsciente do que diz, a língua é um código, mero instrumento de comunicação utilizado por um sujeito (pré)determinado pelo meio, que é decodificado pelo ouvinte/leitor numa ação também passiva. Já na concepção interacional da língua, os sujeitos são atores/construtores sociais, o texto é o próprio local de interação, a compreensão é uma atividade de influência mútua e o sentido é construído na interação dos sujeitos, podendo existir informações implícitas. Diante disso, Dascal propõe cinco modelos de compreensão usados na busca pelo sentido, seriam eles: criptológico, hermenêutico, pragmático, superpragmático e as estruturas profundas causais, sendo o ouvinte/leitor apto a escolher seu modelo interpretativo.

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